Tenho tentado desconstruir a minha vida complicada e que me dava cabo da cabeça, levando-a ou tentando levá-la a um nível praticável de simplicidade. Deixei de valorar, coisas que antes me faziam levar aos arames e deixo a vida fluir. Com isto ganho paz de espírito e uma perspectiva completamente nova sobre esta vida que me é dada a viver. Ainda há muitas falhas, confesso, muitas vezes quase sem dar por isso vejo-me a complicar situações, afirmações, acções sem razão. Aprendo devagar é certo. Mas consigo a maior parte das vezes que me passe ao lado o que não me interessa reter, tanto mais quando temos alguém a nosso lado que faz apanágio de usar todos os mimos para nos fazer sofrer. A sua voz começa a ser como vento, passa por mim mas nada me diz. Já não me magoo com as frases ditas com essa mesma intenção. Deixo fluir. Tento compreender apenas a razão de alguém que necessita de menosprezar os outros para se sentir bem consigo mesmo. As palavras só me atacam se eu deixar que elas passem a ser uma arma e eu não deixo, transformo-as em penas que caem em meu redor.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Livro de cabeceira
Tenho de confesssar que quando comecei a ler as primeiras linhas do livro, senti-me receosa, pensando ser um livro que não iria gostar de ler. Não conhecia o autor, mas antevia pelo seu nome leitura complicada e filosófica.
Nada mais errado, o enredo cativou-me completamente e fez querer ler depressa o dito livro. De linguagem fluída, bem construida e cativante o autor lança-nos duas histórias que se vão entrecruzando no livro, de sorte que, quando lemos um capítulo, esperamos ansiosamente que este termine para ler a continuação da história do capítulo seguinte.
Kafka Takamura de 15 anos que resolve fugir de casa e descobrir um novo mundo e o Sr. Nakata, homem estranho que devido a um estranho incidente ocorrido na infância ficou com algumas deficiências a nível mental, mas que, pasme-se fala com os gatos.
Sem dúvida uma leitura a recomendar, tendo em atenção o leitor que quando começar a ler só estará satisfeito quando terminar o livro. Viciante sem dúvida.
E porque hoje é DOMINGO
E está um sol esplendoroso, saia, cheire as flores, veja o riso na cara das crianças, vá a um parque, vá passear o seu cão, ame e seja amada, mas principalmente seja MUITO FELIZ.
Parte 2- Gtd
Tínhamos referido anteriormente a importância dos contextos no GTD. É através destes contextos que as tarefas são realizadas. Como se faz isto? Através da criação de listas direccionadas para um determinado fim, conforme a área em que nos movemos. Vulgarmente são utilizadas algumas listas que se poderão flexibilizar consoante as necessidades. Por exemplo, uma lista será uma lista de coisas a fazer na rua, onde iremos listar todos os itens relacionados com esse contexto de forma a que no dia em que estabelecermos essa saída possamos fazer o máximo de tarefas aí constantes.
Assim poderemos ter uma lista
@escritório
@compras
@rua
@ repartições
Isto exemplificando. Criaremos as listas de acordo com as nossas necessidades. Andaremos com elas e já sabemos por exemplo se formos à rua quais os itens a fazer, sem lugar para esquecimentos, nem distracções.
Outro ponto importante a ter em conta são as revisões semanais das listas, onde iremos detectar o que fizemos e o que não fizemos e transpô-los para novas listas.
Como já disse, gosto mais de uma revisão diária, pois dá-me mais controle sobre o que fiz e aquilo que me proponho fazer, sendo mais fácil para mim situar-me nas diversas tarefas e transpô-las directamente para nova lista de to do.
Essencial mesmo é nomear as suas listas. A forma como a nomeai determina o quão fácil será interpretá-la quando fizer a sua revisão.
Há quem pelo contrário prefira a estrutura dos mapas mentais, com a acção a ser desenvolvida e as tarefas necessárias para levar a bom porto essa acção. Exprima-se de forma directa e activa de modo que tais expressões exprimam aquilo que realmente quer fazer.
Com estes conceitos poderá levar a bom porto qualquer acção que se proponha concluir, aumentando a sua produtividade. Não se esqueça, Não procrastine, só arranjará stress e não resolverá nada na sua vida a não ser mais trabalho para ter.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
E porque ontem era dia 7 de Fevereiro
Parabéns atrasados a mim mesma. que também mereço. Foi um dia trabalhoso que continua pela noite fora e continuará a preparar um processo para julgamento. São nesta altura 4.20 da manhã. O dito começa às nove. Já vi que hoje não há doce caminha para mim, mas apenas as horas que passam enquanto continuo a trabalhar no processo, numa agressiva directa para o tribunal. Rica prenda de anos . É a vida. Apago as velas de um ano que passou. Parabéns a mim própria
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Fazer bem as coisas ou a arte de fazer Acontecer
Falemos hoje do guru da produtividade, com uma série de fãs acérrimos e seguidores fanáticos de seu método de produtividade e organização, na qu8al em grande parte me insiro.
A capa em cima é a publicada em portugal, se bem, pelo que vi em diversos sites de venda de livros se encontra esgotada.
O conceito chave do método Allnn é o de que a produtividade das pessoas é proprocional à capacida de deixar o trabalho fluir.
O essencial do método roda à `volta de COLETAR, PROCESSAR, ORGANIZAR, FAZER, REVER.
Como se pode fazer isso?- COLETAR
- Em 1º lugar tirar da cabeça todos os pensamentos que por lá andam e que teimosamente continuam a surgir pois a pessoa tem medo de deixar passar diversos, projectos, metas, ideias. David Allen nos diz e com razão que isto é perda de tempo e desgaste físico e emocional. Por isso criou uma caixa de entrada, caixa de entrada essa que pode ser qualquer coisa com a qual se sinta a vontade. O essencial é passar para lá todos os pensamentos, ideias, projectos, tudo o que lhe anda a dar cabo da cabeça. A caixa de entrada será aquilo que quiser, que lhe der mais jeito, desde que ande sempre consigo. Poderá ser um ipad, smartphone, pc, notebook e até um caderno onde vai jogando todas as suas pendências. Leve a caixa de entrada consigo para todo o lado, até quando se vai deitar, pois se surgir aquele pensamento que lhe vai dar cabo da noite é só assentá-lo e deixar para o dia seguinte o que fazer com ele.
Aliás, você pode ter quantas caixas de entrada quiser, mas uma coisa é certa, quantas mais tiver mais dificil vai ficar de gerir a sua vida. SIMPLIFIQUE ao máximo.
Deverá igualmente ter uma agenda onde somente anotará os seus compromissos e um sistema confiável de listas onde mais tarde processará a informação que colectou.
Estas listas podem também elas ser constituidas por uma série de coisas , telemóveis, smartphones, ipads, fichas de arquivo, caderno, etc.
A essência do GTD- getting things done, no original espanta pela sua simplicidade: `tirar tudo da cabeça que não esteja acabado e colocá-lo num sistema que possa ser usado periodicamente. Com isto a mente fica liberta e a pessoa não entra em stress, pois domina a situação. Dá a situação de cabeça ZEN- tranquila e sem aflições.
A enfase deve ser dada ao fazer, pois só assm o método tem sentido, sem descurar no entanto as outras pedras basilares em que assenta.
Existem assim 5 acções neste método, já referidas, COLETAR, PROCESSAR, ORGANIZAR, FAZER, REVER.
e 8 listas a considerar:
Caixa de entrada- Aqui , como já referimos entra tudo para posterior processamento, indo-se depois inserir numa das listas abaixo.
Projectos
Próximas acções
Calendário
Algum dia/Talvez
Espera
Referência
lixo
Quando chega a altura de nos debruçarmos sobre a caixa de entrada, vamos tomar uma decisão, ou várias. Assim:
Se algum dos items que possuimos se faz em 2 minutos ou mesmo, fazemo-logo e libertamo-nos dele. Todos os outros irão para alguma das listas em cima consideradas.
Se temos, algo para fazer, como por exemplo comprar um livro, inserimos tal na lista de próximas acções a fazer., pois apesar de terem de ser feitas não existe um dia específico para tal realização, por enquanto. É importante que as acções estejam marcadas com os seus respectivos contextos.
Todas as pendências que têm mais de uma acção constituem um projecto, por exemplo ir ao Porto comprar livros, pelo que se deixa de inserir em acções e passa para a lista de Projectos .
No calendário ou agenda só ficam marcados os compromissos com dia e hora marcados e que só podem ser realizados naquele dia impreterivelmente. Todoas as outras irão para contexto próprios que falaremos adiante.
Algum dia/talvez- Serve precisamente para aquelas acções interessantes e importantes que ainda não sabemos se e quando vamos realizar, como por ex. assistir a um concerto, fazer uma viagem às Fidji.
Se há acções que pode delegar, faça-o e insira na lista A ESPERA
A lista de referência serve para arquivar coisas que precisa de consultar mas que não constituem no entanto acções.
Lixo- Tudo aquilo a que chegou `conclusão que é irrealizável ou que não presta, devem sem rodeios ser colocados no lixo
Eis-nos chegados ao final da 1ª parte.
O êxito de todo este método está nos CONTEXTOS e vai ver como é simples. O próximo post tratará sobre eles
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